Este estudio investiga los determinantes socioeconómicos de la mortalidad infantil por enfermedades infecciosas intestinales en municipios del noreste de Brasil entre 2007 y 2021, haciendo hincapié en la dimensión espacial del fenómeno. Se plantea la hipótesis de que la tasa de mortalidad infantil (TMI) presenta efectos espaciales significativos, lo que significa que el riesgo de mortalidad en un municipio no solo está influenciado por sus características internas, sino también por las condiciones socioeconómicas de los municipios vecinos. Basándose en datos de panel y pruebas de autocorrelación espacial, se adoptó el modelo espacial. El modelo de Durbin (SDM) permite captar los efectos directos e indirectos de las variables explicativas. Los resultados revelan que la cobertura de vacunación y el número de familias beneficiarias del programa Bolsa Familia reducen significativamente las tasas de mortalidad infantil (TMI) asociadas a las enfermedades infecciosas intestinales, con coeficientes de -1,43 y -1,20, respectivamente, y efectos positivos en los municipios limítrofes. Por otro lado, variables como el PIB per cápita y el gasto en saneamiento no mostraron un impacto estadísticamente significativo. El análisis espacial identificó la persistencia de grupos de alta mortalidad en zonas del interior y históricamente vulnerables. Se concluye que las políticas públicas territoriales, articuladas y sensibles a la distribución espacial de las desigualdades, son fundamentales para abordar el problema, y esta conclusión apunta a futuras investigaciones que incorporen dimensiones ambientales, institucionales e interseccionales.
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